Análise dos 20 dias do governo Bolsonaro

No dia 2 de janeiro de 2019 Eduardo Paes assumia como prefeito do Rio de Janeiro. E para já começar […]
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Análise dos 20 dias do governo Bolsonaro

No dia 2 de janeiro de 2019 Eduardo Paes assumia como prefeito do Rio de Janeiro. E para já começar […]
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No dia 2 de janeiro de 2019 Eduardo Paes assumia como prefeito do Rio de Janeiro. E para já começar […]
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21 de janeiro de 2019

No dia 2 de janeiro de 2019 Eduardo Paes assumia como prefeito do Rio de Janeiro. E para já começar mostrando serviço em seu primeiro dia de mandato ele demoliu uma mansão irregularmente construída.

Foi sua maneira de dizer que estava ali para trabalhar. Isso realmente impressionou aos cariocas.

O cartão de visita de Bolsonaro foram dois, sendo que um nós apoiamos totalmente : O fim do Ministério do Trabalho. O segundo foi um decreto de posse de armas que nós somos totalmente contra exceto para áreas rurais.

Nenhum dos dois entretanto chegou aos pés do que fez o Eduardo e nenhum dos dois incendiou a sua militância fanática.

Se você por acaso for Bolsominion vamos economizar o seu tempo e dizer que nesses 20 dias o resultado foi muito aquém do que até nós, que não tínhamos grande expectativas sobre ele, poderíamos imaginar.

Eis os motivos da nossa conclusão:

Os ministérios

A primeira fraqueza do Bolsonaro foi o número de ministérios onde ele jurou por tudo que era mais sagrado que só haveriam 15 e na hora do vamos ver o número subiu para 22. Inclusive atrocidades como Ministério do Turismo e da Família foram mantidos e/ou criados.

A grande boa ideia, que foi unir a agricultura com o meio ambiente, ele cedeu a choradeira da bancada agro que adora mamar na teta do Estado. A simples suspeita de que a mamadeira iria secar foi o suficiente para o Jair já ir se desacostumando da excelente ideia e no final ela foi para o saco.

Ele merece parabéns por ter fechado o Ministério do Trabalho, aquele antro comunista, mas, o serviço ficou pela metade, pois, as funções ainda existem e estão espalhadas pelo governo.

Privatizações

Durante toda a campanha Bolsonaro foi o perfeito isentão no assunto privatizaões. Sempre falou coisas como privatizar o que não é "estratégico". Nunca quis se comprometer com o que é e o que não é estratégico.

Após 20 dias de governo as principais estatais trocaram de comando e ninguém assumiu a cadeira dizendo que iria privatizar algo de substancial como a CEF ou o BB. No caso específico do BB o novo presidente disse que não vai vender o que ele considera ser as "joias da coroa".

Ele havia prometido privatizar as dezenas de estatais criadas pelo governo PT, mas, até agora, nós não vimos nada disso. Um exemplo é a estatal Empresa de Pesquisas Energética que foi criada na era PT (2004) e continua viva e faceira consumindo em torno de 100 milhões de reais por ano do povo brasileiro.

Como essa existem mais 40 que caem na promessa de privatização, mas, que continuam totalmente fora do radar. Nem sequer uma lista com os nomes delas apareceu.

Cargos comissionados

Onyx Lorenzoni anunciou com toda pompa e circunstância que no primeiro dia de governo exoneraria 20 mil cargos comissionados.

Dentro do conceito expectativa e realidade, a expectativa de 20 mil se transformou numa realidade de 300 servidores e mesmo assim não ficou claro se o cargo será extinto ou apenas será substituído o cidadão ideologicamente desalinhado por outro mais a direta.

Nesse campo o peso nas costas do pagador de impostos, até agora, continua o mesmo.

Caso do filho do Mourão

Ele era capacitado? Talvez fosse. Ele subiria se o pai dele não fosse o vice presidente? É obvio que não. Vazaram as críticas dos colegas de BB na intranet e com outras fontes do banco que pudemos conversar ficou claro que esse foi um caso nítido de QI.

Foi culpa do Bolsonaro? Provavelmente não, mas, ele se omitiu. Fingiu que não era com ele. Quem se pronunciou foi o pai que ao invés de ficar isento se colocou ao lado do filho.

Isso foi um claro recado do tipo: "Tem que subir quem tem QI mesmo. Manda quem pode e obedece quem tem juízo."

Toda esse quadro foi um prato cheio para a oposição que deitou e rolou no episódio minando mais um tijolo do castelo do novo governo.

Um castelo dificilmente cai por um golpe, mas, sim por um somatório deles.

Modelo com a camisa csi na praia ao nascer do sol de frente

Reforma da Previdência

A reforma da previdência mostra o elevado grau de amadorismo desse nosso governo. Bolsonaro resolveu que seria presidente em 2014. Teve exatamente 4 anos para se preparar para o tema.

Ao final ele já estava acompanhado do Paulo Guedes, que foi uma boa escolha, e tinha acesso a todos os grandes financistas do Brasil.

Hoje ainda estão batendo cabeça sobre o que vai ser e o que não vai ser a reforma. Isso fica mais evidente quando até o vice presidente, veja só, o vice presidente, interfere nesse assunto.

Se o que ele falou está certo ou errado são outros 500, mas, quando o vice fica fazendo esse tipo de declaração é sinal que a coisa está andando na base dos trancos e barrancos.

Nesse ponto temos que dar os parabéns em duas coisas:

  1. O regime vai ser de capitalização. Isso é ótimo, pois, a previdência pirâmide atual esta condenada.
  2. Vai haver teto igual para setor público e privado.

O que falta é eles cortarem fora essas aposentadorias milionárias do setor público que o povo tem que sustentar hoje em dia.

Caso Queiroz

Foi revelado que Queiroz movimentou mais de 7 milhões de reais em três anos. Isso é quase 4 vezes mais do que o valor do triplex que levou Lula para a cadeira.

São números sem fazer nenhum juízo de valor, apenas, mostrando os fatos.

É óbvio que existem outros deputados que movimentaram muito mais do que isso, mas, a mídia deixa de lado, pois, matérias relacionadas ao filho do presidente chamam mais a atenção.

Existem ilegalidades sobre terem exibido a conta bancária dele? Óbvio que sim. Até onde sabemos existe algo chamado sigilo bancário.

Mas hoje a lei virou uma letra de conveniência e existe claramente uma briga de poder entre as esferas da burocracia estatal.

Se esse vazamento tivesse acontecido na conta do Lula ninguém falaria nada, mas, foi na do filho do presidente. Nesse caso a brincadeira perdeu a graça.

Nas redes sociais o povo está caindo em cima e pelo que vimos a resposta não está sendo a altura do que os eleitores esperavam. Basta ver esse comentário aqui do post de 15 de janeiro de 2019.

Comentário com 11 mil curtidas no post sobre as armas

Pode ser que ele seja 100% inocente disso? Sim, pode, apesar de não parecer muito provável, todavia, a resposta está nebulosa, pelo que se pode medir nas reações. Esse é mais um evento que ajuda a desestabilizar um governo que não foi eleito com uma ampla maioria.

Mas quem o elegeu o fez sobe a guisa de: "pelo menos ele é honesto."

Na verdade, ao nosso entender, foi eleito mais por rejeição ao adversário do que por apreço ao eleito.

Para bagunçar ainda mais o enredo a últimas declarações foram no sentido de: "Isso é com o filho do presidente e não com o governo."

Esse papo era o que a gente ouvia na gestão anterior.

Venezuela

Para alguém que tanto bate no comunismo e na ditadura o senhor Jair Bolsonaro, ao nosso ver, está extremamente leniente com o socialista-bolivariano Nicolas Maduro.

Se estivéssemos no seu lugar já teríamos feito um pronunciamento oficial do governo, através do Itamaraty, condenando essa ditadura e conclamando os outros governos a fazer o mesmo.

A reação de Bolsonaro foi muito informal e sem nenhuma atitude concreta para restabelecer a liberdade na Venezuela. Limitou-se a gravar uma mensagem durante visita de dissidentes

Briga entre Onyx e Guedes

O governo não emplacou nem um mês, mas, Onyx já precisou levar chocolate para o Paulo Guedes e dizer, de forma altamente política, que esse negócio de briga entre os dois é uma lenda.

Se não existe briga para que você está levando chocolate para marmanjo? Está apaixonado? Po... Não força!

Se isso acontece em menos de 30 dias imagina em 6 meses... Ou em um ano.

A falta de experiência em gestão leva a esse tipo de coisa. Gerir uma dúzia de assessores ou uma campanha para presidente, muito bem sucedida por sinal, é diferente de gerir as altas esferas de poder de um país.

O buraco é bem mais em baixo nesse caso.

Esse tipo de briga não escandaliza o povo, mas, coloca investidores e subalternos alertas para a falta de um piloto firme no comando.

Modelo com a camisa csi na praia ao nascer do sol de frente

Fim do REFIS e mais impostos

Bolsonaro se elegeu prometendo tirar o Estado do cangote de quem produz. Palmas para ele. Intenção totalmente nobre.

Na prática ele acabou de nomear um chefe da receita federal que diz que não vai mais refinanciar dívida de roubo, leia-se impostos, porque ele é contra. Simples assim. Ele não gosta e acabou!

Seguem suas palavras: "Não me fale em Refis. Sou contra. Vou facilitar e simplificar, mas não vou perdoar"

Como se fosse pouco ele ainda falou em, pasme, aumentar os impostos para os ricos. Não... Não estamos de sacanagem. O novo chefe da receita do cara que disse que ia reduzir impostos falou em subir impostos.

Nós temos duas alternativas para o ocorrido acima: ou o Bolsonaro mentiu dizendo que ia baixar impostos ou o governo dele virou a casa da mãe Joana e qualquer socialista assume cargos chaves do país.

E qualquer que seja a resposta o efeito para você será bastante deletério.

A piada do BNDES

Em mais um capítulo da comédia presidencial, para presidente do BNDES o Bolsonaro escolheu um ministro de ninguém mais ninguém menos do que a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Isso não é piada... Ele teve a loucura de escolher o senhor Joaquim Levy, ex da Dilma, e famoso por falar que redução fiscal é "uma brincadeira".

Para nós, se o cara é ex ministro da Dilma, ele não serve nem como copeiro do palácio, quanto mais como chefe do BNDES, mas, no Bolsobonde esse tipo de coisa parece que não afeta ninguém importante.

A viagem da China

Nem vamos nos alongar nisso, mas, não podia passar em branco.

Bolsonaro se elegeu sentando o sarrafo no comunismo. A primeira viagem que 11 deputados que o apoiaram fazem é para a China comunista.

O que você acha que o Bolsonaro fez com relação a isso? Mais uma vez nada.

Nem parece que é o mesmo Bolsonaro que gritava a com toda a força que não privatizaria nada para a China.

Parece que privatizar não pode, mas, instalar um sistema de vigilância total e completo dos cidadãos brasileiros pode.

Manuela curtiu a viagem!


E por fim não existe plano

E para completar a análise, ao menos para nós, está claro que não existe um plano concreto para o Brasil.

O único plano concreto que existia era a privatização total de tudo, mas, tal coisa o Bolsonaro já vetou.

Fora isso o Paulo Guedes disse a aberração de "carga tributária ideal" de 20% (imposto é roubo e não existe roubo ideal - roubo ideal é zero), mas, não deu a menor direção de como pretende chegar nisso e nem em quanto tempo.

Essa meta fica mais distante quando vemos que nem as estatais da era PT e nem os cargos comissionados foram para o saco até agora.

Pode ser que amanhã tenha um plano? Tomara que sim! Mas hoje não tem.

O único rumo palpável é a reforma da previdência que, mesmo na remota hipótese de ser aprovada até junho, não vai ter impacto imediato nenhum na economia brasileira além de um efeito psicológico que o Brasil pode demorar mais a falir, dependendo da reforma que for aprovada, ou não falir no curto prazo se por algum milagre essa reforma for muito boa.

Esse rumo ficou mais embaçado quando os deputados do PSL e um DEM ameaçaram não votar na reforma como retaliação por serem atacados por, risos, viajar para um país comunista ver um sistema de vigilância do povo.

Para o empresário e o cidadão comum resta basicamente uma esperança abstrata de que algo vai mudar porque Deus vai querer assim.

A solução

Como nós acreditamos no ditado que diz que Deus ajuda a quem se ajuda nós estamos nos ajudando. Faça parte do Movimento Combustível Sem Imposto. Cadastre-se como um voluntário e compre uma camisa nossa para ajudar o movimento.

Se você for uma empresa considere ser um patrocinador da nossa causa. O fim dos impostos nos combustíveis vai injetar 140 bilhões de reais por ano na economia produtiva.

Vai ser o maior programa social que o Brasil jamais viu em toda sua história

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