O BNDES e a poupança interna para financiar a infraestrutura

Argumento muito comum de ouvirmos é que privatizar não adianta para acabar com a corrupção, pois, JBS, OAS e Odebrecht eram privadas e estavam envolvidas em esquemas. A resposta para essa pergunta tem 5 letras: BNDES. A corrupção do setor privado somente acontece na interface dele com o setor público. Se um comprador de uma […]
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O BNDES e a poupança interna para financiar a infraestrutura

Argumento muito comum de ouvirmos é que privatizar não adianta para acabar com a corrupção, pois, JBS, OAS e Odebrecht eram privadas e estavam envolvidas em esquemas. A resposta para essa pergunta tem 5 letras: BNDES. A corrupção do setor privado somente acontece na interface dele com o setor público. Se um comprador de uma […]
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O BNDES e a poupança interna para financiar a infraestrutura

Argumento muito comum de ouvirmos é que privatizar não adianta para acabar com a corrupção, pois, JBS, OAS e Odebrecht eram privadas e estavam envolvidas em esquemas. A resposta para essa pergunta tem 5 letras: BNDES. A corrupção do setor privado somente acontece na interface dele com o setor público. Se um comprador de uma […]
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30 de setembro de 2018

Argumento muito comum de ouvirmos é que privatizar não adianta para acabar com a corrupção, pois, JBS, OAS e Odebrecht eram privadas e estavam envolvidas em esquemas.

A resposta para essa pergunta tem 5 letras: BNDES.

A corrupção do setor privado somente acontece na interface dele com o setor público.

Se um comprador de uma empresa particular aceitou propina para comprar mais caro do fornecedor X isso é com o dono da empresa. Nós não pagaremos essa conta.

Por outro lado, quando um mega esquema acontece no setor público quem paga é você.

Esse foi o caso da venda da Alpargatas para o grupo J&F.

Os valores foram : R$ 5,5 bilhões liberados pela Caixa; R$ 2 bilhões pelo BNDES; e US$ 3,58 bilhões pelo BNDESPar.

Tudo liberado em tempo record. O aporte da CEF teve impressionantes 2 anos de carência. E mais... A estatal financiou 100% do negócio.

Segundo o Estadão:

"Foram R$ 5,5 bilhões liberados pela Caixa; R$ 2 bilhões pelo BNDES; e US$ 3,58 bilhões pelo BNDESPar – ou cerca de R$ 8 bilhões pela conversão da moeda feita pelos investigadores da Operação Bullish, que justamente apurava os aportes do BNDES na JBS. As propinas totalizaram, segundo os relatos de Joesley, cerca de R$ 800 milhões, na cotação de sexta-feira, 19."

Vai você pedir 100 mil para montar uma pizzaria para ver se consegue dois anos de carência e liberação em tempo record.

 

Garota de biquini branco em frente ao kiosk fechado na praia do recreio dos bandeirantes - Rio de Janeiro Garota de biquini branco em frente ao kiosk fechado na praia do recreio dos bandeirantes - Rio de Janeiro

Quem vai financiar obras sem o BNDES?

Da mesma forma que se faz obras no USA: O setor privado financia. É por isso que apesar dos escandalos de corrupção que acontecem no USA, na parte de infra-estrutura você nunca ouviu nenhum de grande porte como temos aqui.

Quando o Estado para de tirar dinheiro da população e das empresas na forma de impostos a poupança interna aumenta.

Os bancos ficam com o caixa abarrotado de capital e eles precisam aplicar esse dinheiro em algum lugar.

Segundo Rafael Lima do Ideias Radicais, a cada 10 reais em crédito no Brasil de hoje 7 vão para pagar as contas do governo. Os outros 3 ficam para os mortais comuns se digladiarem.|

Com tão pouco dinheiro os bancos preferem emprestar para coisas de juros altos como cartão e cheque especial, pois, o retorno é muito mais elevado do que construir uma ponte no Mato Grosso.

Segundo estudo da PwC esses é o perfil de financiamento de obras de infra no USA:

EMPRESAS : 76%
FUNDOS DE INFRA : 11%
GOVERNO : 2%
FUNDOS DE PENSÃO : 2%
OUTROS : 9%

Procuramos dados no Brasil, mas, aqui o BNDES é tão dominante que nem se dão ao trabalho de fazer essa estatística.

Deve ser algo do tipo:

GOVERNO : 95%
OUTRO : 5%

E porque aqui o BNDES é dominante?

Simplesmente porque com o dinheiro passando na mão dos políticos fica fácil de pedir propina.

E o que tem a ver com o combate a corrupção?

Inicialmente eramos a favor do combate a corrupção, mas, já vimos que isso virou uma luta holofotes e likes no facebook.

Se realmente houvesse um interesse em acabar com a corrupção medidas para resolver o mal pela raiz seriam tomadas... Coisas do tipo: Privatizar a Petrobrás e fechar o BNDES.

Todavia o que vemos é que a maioria dos que pregam o fim da corrupção querem que o Estado continue gigante com trilhões de reais passando por dentro dele todos os anos.

O que querem é mais poder para os órgãos de fiscalização fazer um combate mais espetacular.

São pouquíssimas pessoas que vemos defendendo que parem de roubar o seu dinheiro pelos impostos e elimine a corrupção em definitivo uma vez por todas. Isso não só eliminaria a corrupção como faria o setor de infra ficar muito mais dinâmico e eficiente com grandes ganhos para a população.

Segundo o mesmo estudo da PwC existem para já de U$400 bilhões em fundos de infraestrutura esperando projetos para investir. Eles tem o dinheiro e nós temos a necessidade. O que impede os interesses de convergirem?

A resposta é simples: O Estado socialista brasileiro.

No Brasil o interesse nunca é o gado, quer dizer, povo. O interesse é quem leva mais dinheiro ou quem vai aparecer mais na mídia combatendo quem leva mais dinheiro. Privatizar é palavra proibida tanto para os mocinhos como para os vilãos da mídia.

Tipo... Você gado não tem escolha além de torcer pelos heróis e sentar o pau nos vilões.

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Porque a infraestrutura é preferida na roubalheira?

O governo pode roubar em tudo, mas, a infra estrutura é particularmente agradável em uma cleptocracia como a nossa, pois, é algo difícil de estabelecer um padrão e rastrear o roubo.

Um Km de estrada pode ter um valor se for feito em uma capital ou no sertão de Pernambuco.

Uma ponte de 2Km pode ser mais barata do que uma ponte de 500m.

Com tantas variáveis é fácil tirar 2, 3, 4, 5% de comissão para o político sem que ninguém perceba. Segundo o próprio advogado de Fernando Baiano : "Sem propina, não se coloca um paralelepípedo em obra pública."

Conhecemos um engenheiro de uma dessas grandes construtoras que na época da ditadura (regime militar se você preferir) foi a uma reunião com um governador do centro oeste.

O governador convocou todas as empresas e foi curto e grosso :

"Tenho X para fazer obras no meu estado. Dividam entre vocês quem vai levar o que e me paguem 20%, pois, 10% é coisa de garçom."

Com uma bocada dessas quem vai querer mudar alguma coisa no financiamento de obras de infra?

Os donos do poder só vão mudar essa roubalheira no dia que o povo se levantar. Estamos trabalhando para colocar 1 milhão de pessoas na rua. Seja voluntário para nossas ações de rua.

 
 
 
 
 
 
 
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